3 ferramentas para a validação da solução

validação da solução

3 ferramentas para a validação da solução

 

“Design não é apenas o que parece e o que se sente. Design é como funciona.”

Steve Jobs

 

Sabemos que nosso projeto nasce para resolver um problema. Também sabemos que existem múltiplas maneiras para se resolver o mesmo problema.

Ao conseguirmos validar que o problema é concreto, real e relevante, ganhamos confiança para seguir e desenvolvermos uma solução, mas ainda não sabemos se nossa solução é o que os nossos segmentos de clientes desejam, ou ainda, se ela efetivamente irá resolver o problema. Precisaremos fazer a validação da solução.

Para reduzir essas incertezas e minimizar os riscos dos investimentos que teremos de fazer, podemos nos utilizar de algumas ferramentas que nos pouparão tempo e dinheiro e nos ajudarão a iterar com nossos adotantes iniciais e chegar na solução completa, necessária para atravessarmos o abismo e alcançarmos o mercado principal.

Os 3 níveis da solução

Nossa solução final precisará ser atrativa aos nossos segmentos de clientes, tecnicamente factível e economicamente viável. Mas não precisamos mais começar a desenvolver uma solução complexa e completa para validarmos as nossas premissas mais arriscadas.

Podemos simplificar e testar nossas hipóteses em 3 níveis de profundidade antes mesmo de investirmos na engenharia e no desenvolvimento do produto propriamente dito e para isso devemos sempre nos perguntar:

Qual a maneira mais rápida e mais barata que podemos usar para a validação da solução?

Proposição de Valor

Ao entendermos que há espaço no mercado para nossa solução, fica patente a necessidade de diferenciá-la das soluções existentes. Nossa proposição de valor irá indicar aos nossos segmentos de clientes o que temos de diferente e orientá-los em sua decisão por adotá-la em detrimento daquelas oferecidas por nossos competidores.

Podemos validar nossa proposição de valor criando um CTA (call-to-action) em nosso Blog ou Website, ou mesmo um botão de pré-venda antes mesmo de termos uma linha de código ou um protótipo funcional da nossa solução.

Devemos criar uma Landing Page com a descrição da nossa solução e passar claramente nossa proposição de valor, com um formulário para capturar o e-mail dos interessados que clicarem em nosso CTA, ou botão no site. Ainda poderemos anunciá-la diretamente pelo Google Adwords, Facebook Ads, ou Linkedin Ads para gerar tráfego. Com o Google Analytics poderemos comparar os visitantes com os que se registraram e calcular a taxa de conversão de nossa landing page e avaliar se nossa proposição de valor desperta ou não o interesse de nossos segmentos de clientes.

Job-to-be-done

Podemos verificar se nossa solução resolve o problema de nossos clientes e os auxilia a desenvolver as tarefas necessárias para resolver o trabalho-a-ser-feito. Para isso, podemos utilizar o recurso do Concierge, que é basicamente a possibilidade de entregarmos a solução manualmente. Obviamente, se queremos desenvolver um modelo de negócios escalável, teremos sempre de buscar automatizar o máximo possível das operações e reduzir o uso de pessoas (serviço) necessários para isso. Exatamente essa automação que nos fará investir tempo e dinheiro. Se conseguirmos entregar a solução manualmente e ela resolver a tarefa do cliente satisfatoriamente, teremos validado a solução e poderemos investir com menos preocupação no esforço de criar a versão automatizada da nossa solução.

User Experience

Se validamos nossa proposição de valor e que ela resolve a tarefa dos nossos clientes entregando manualmente nossa solução, ainda precisaremos pensar em como entregaremos essa solução de forma automatizada. Aqui entra o design stricto sensu, e precisaremos investir em usabilidade, clareza e facilidade para que nossos clientes executem as tarefas necessárias da maneira agradável, simples e prática.

O melhor aqui é ir testando protótipos (MVP) e ir aperfeiçoando esses protótipos iterativamente antes mesmo de termos a engenharia desenvolvida. Podemos usar essas ferramentas juntas ou separadas do concierge, em escala através de aplicativos como Crazy Egg e testes A/B ou em sessões monitoradas observando os nossos clientes interagindo com nossos protótipos e tentando desempenhar tarefas definidas por nós.

Minha sugestão é usar as sessões monitoradas quando estiver validando questões amplas ou tarefas complexas, e fazer uso de ferramentas mais escaláveis quando já estiver otimizando questões específicas do processo.

Lean Startup

A iteração com nossos segmentos de clientes deverá ser uma constante na vida da nossa startup e seu objetivo é eliminar o desperdício de recursos e maximizar nosso aprendizado. Um bom design nesse sentido é aquele que permite validarmos nossas hipóteses no menor tempo e com o menor dispêndio de recursos. Mas não devemos confundir com ser barato e tosco. Apenas que devemos sempre buscar pelo bom e não pelo perfeito.

Todos os assuntos introduzidos nesse post podem ser aprofundados. Há muito conteúdo disponível a respeito das ferramentas aqui abordadas, mas, caso você tenha alguma dúvida e deseje mais esclarecimentos, apenas comente esse post que teremos prazer em auxiliá-lo com sua dúvida.

Artigo originalmente publicado em novembro de 2015 e atualizado em agosto de 2017.

  • Mauri Samp

    Muito bom! Apenas o sensu que é com u, mas é um erro de digitação a qual todos nós estamos sujeitos.

    • Obrigado pelo feedback e pelo alerta do erro! Abraços