5 razões para investir no entendimento do problema antes de começar a executar seu projeto

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5 razões para investir no entendimento do problema antes de começar a executar seu projeto

 

“Os que se encantam com a prática sem a ciência são como os timoneiros que entram no navio sem timão nem bússola, nunca tendo certeza do seu destino.”

Leonardo da Vinci

Já falamos antes por aqui que ser Lean não é ter pressa. Ainda assim, muita gente continua aflita para começar a executar suas ideias sem antes validar o problema, avaliar se a dor dos seus segmentos de clientes é real e se há, de fato, uma oportunidade de negócios a ser explorada.

O fato é que já se provou, por quaisquer estatísticas que se busque, que empreender não é um caminho reto, nem certo para se ganhar dinheiro e que há uma boa dose de risco envolvida nessa trajetória.

O impulso de empreender é, em muitos casos, mais forte que a nossa racionalidade e preferimos desenvolver uma ideia sem antes testá-la por medo de estarmos errados ou por excesso de autoconfiança. Qualquer que seja o motivo, agir dessa forma amplia significativamente as chances de perdermos tempo, dinheiro e até nossa saúde sem necessidade.

Diferente do que possa parecer, investir nosso tempo e recursos no entendimento do problema – leia-se: segmentos de clientes e soluções alternativas – ou mercado – nos poupará recursos e dores de cabeça futuras e ainda irá melhorar as chances de criarmos algo realmente relevante para os nossos futuros clientes.

Iniciar nosso projeto pelo entendimento do problema é condição necessária para se evitar o desperdício de recursos e não deve ser negligenciado por ao menos 5 boas razões:

  • Inicia o ajuste do nosso modelo mental para o modo startup;
  • Facilita e estimula nossa capacidade de criar empatia com os nossos segmentos de clientes;
  • Nos dá clareza sobre a fonte e a intensidade da dor sentida por eles;
  • Amplia nossa percepção sobre os competidores e seus pontos fortes e fracos; e
  • Nos ajuda a posicionar corretamente nosso negócio.

 

1)    Ajusta nosso modelo mental

Já sabemos que o foco de uma startup é o aprendizado e que, portanto, precisamos nos focar em fazer isso do modo mais eficiente possível ao longo de um período mais ou menos longo que se inicia na busca pelos segmentos de clientes e termina com o encaixe do produto no mercado.

Nesse sentido, nada melhor que começar a treinar nossa capacidade de ouvir nossos clientes antes mesmo de começar a desenvolver nossa solução.

2)    Facilita a empatia

Ao nos aproximarmos dos nossos segmentos de clientes tentando compreender seus problemas, seu estilo de vida, suas dores e os obstáculos que eles enfrentam, começamos a desenvolver a capacidade de pensar como eles e não mais os enxergaremos refletidos em nossas lentes, mas através de seus olhos.

Desenvolveremos vínculos e com isso a empatia necessária para criarmos experiências realmente relevantes para eles.

3)    Melhora nossa precisão

Ao tentarmos validar nossas hipóteses e testar nossas premissas, faremos uso tanto do Serviço Mínimo de Valor (MVS), quanto do Produto Mínimo Viável (MVP), o que implica que quanto mais precisos na criação da solução inicial, melhores nossas chances de sermos bem-sucedidos em encontrar o encaixe entre o problema e a solução e seguirmos com nosso projeto.

Conhecer profundamente a fonte e a intensidade das dores sentidas por nossos segmentos de clientes, certamente facilitará alcançarmos os objetivos da nossa startup.

4)    Nos dá munição para enfrentar a competição

Ao ouvirmos da boca de nossos segmentos de clientes como são boas ou ruins as soluções alternativas existentes no mercado, poderemos usar essa informação para encontrar nossa proposição única de valor e saber quais pontos da nossa solução devemos ressaltar.

Compreender as lacunas deixadas na experiência dos nossos segmentos de clientes por nossos competidores permitirá encontrarmos as oportunidades de negócio que precisaremos para lançar nossa solução no mercado.

5)    Facilita o posicionamento da nossa solução

Ao compreendermos a curva de valores e os critérios de escolha das soluções existentes por nossos segmentos de clientes, seremos capazes de encontrar nosso lugar ao sol e posicionar nossa solução num oceano azul, ao invés de competirmos pelos mesmos valores que predominam em nossa indústria.

Ao nos aproximarmos do mundo dos nossos segmentos de clientes, teremos mais chances de conhece-los do que as empresas estabelecidas que, provavelmente, nunca tiveram a ideia de que poderiam conversar com eles sem tentar lhes vender algo e assim teremos mais chances de inovar e nos destacarmos na multidão.

Amarrando tudo

A capacidade de execução ágil é parte importante do diferencial competitivo de uma startup para aceleração dos ciclos de aprendizado, mas começar errado por falta de preparo e excesso de autoconfiança pode decretar a morte precoce do seu projeto, apesar das competências do seu time.

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