O que ninguém nunca te contou sobre abrir uma startup

abrir uma startup

O que ninguém nunca te contou sobre abrir uma startup

“Tudo alcança aquele que trabalha duro enquanto espera.”

Thomas Edison

O que ninguém nunca te contou sobre abrir uma startup from Thiago Ribeiro on Vimeo.

Há um momento inebriante antes do início de um novo negócio.

É muito legal imagina-lo próspero e crescendo, confirmando nossas expectativas e nos recompensando por termos tido uma ideia genial.

Adoramos discutir o nome, pensar no logo, no website, no fato de podermos criar um ambiente bacana para trabalhar, de que contrataremos pessoas legais e nos esquecemos de que tudo isso não é nada se não temos na prática um modelo de negócios validado e um mercado grande o suficiente a ser explorado.

Começar uma startup é um processo divertido, no qual passamos momentos agradáveis com pessoas que não conhecemos profundamente, planejando um futuro de sucesso e sonhando acordados.

Mas essa fase passa rápido, as coisas mudam radicalmente quando começamos a evoluir: o trabalho começa a aumentar, as personalidades se revelam, os riscos se multiplicam e a pressão passa a fazer parte do nosso dia-a-dia. A diversão vira trabalho duro e começamos a nos cobrar por resultados que nem sempre chegam no tempo que imaginamos.

Essa é a realidade de quem quer empreender. E é preciso estar ciente disso.

Há muito mais chance de a gente falhar do que de alcançar o sucesso ao abrir uma startup

Há muitos riscos envolvidos quando decidimos seguir por esse caminho e muitos deles podem ser minimizados através das metodologias modernas, mas ainda assim, inexplicavelmente, preferimos falhar no futuro a enfrentar a realidade no presente.

Preferimos não saber se nossa ideia é boa ou ruim, se o problema é real ou não existe, se a dor é grande ou se as pessoas simplesmente não ligam para ela. Optamos por ignorar se a nossa equipe realmente domina as competências necessárias, se o nosso mercado é pequeno demais, ou se a competição está muito à nossa frente.

Seguimos somente nossos instintos e nos esquecemos de que, para prosperar, teremos de resolver um problema e não emplacar exatamente a nossa solução.

E, caso você não queira fazer parte da maioria, seguem algumas ponderações que poderão lhe ajudar a prosperar onde muitos falharam antes de você.

Evite os riscos estruturais

Como o termo diz, os riscos estruturais estão no cerne do negócio e dizem respeito a existência ou não do problema e na possibilidade ou não de encontramos os adotantes iniciais para nossa solução.

Passar pelos processos de validações iniciais, mitigam esses riscos e os limitam à problemas no desenvolvimento da solução e na execução da nossa startup.

Tenha ciência dos riscos de implementação

Se validamos a existência do mercado, encontramos nossos adotantes iniciais e avaliamos que há uma oportunidade de negócios a ser aproveitada, nossos riscos se reduziram drasticamente, mas ainda há diversos obstáculos nos separando do sucesso.

Risco de Cliente

Há sempre um risco de não conseguirmos construir um caminho economicamente viável para aquisição de clientes. E isso pode estar ligado tanto aos custos associados aos canais e estratégias de aquisição ou simplesmente ao fato de não termos sucesso em encontra-los antes de ficarmos sem recursos.

Risco de Mercado

Muitas vezes, podemos ficar presos em meio à competidores dos quais não conseguimos nos diferenciar e, portanto, posicionar nossa startup para os nossos segmentos de clientes. Apesar de termos conseguido chegar aos nossos clientes, não conseguimos nos tornar atrativos com a nossa proposição de valor.

Risco de Produto

Esse é o risco menos frequente, mas ainda assim existente, especialmente nas startups que não contam com um sócio desenvolvedor. Está ligado ao fato de não conseguirmos desenvolver a solução necessária para resolver o problema dos nossos segmentos de clientes. Implica que, apesar de termos conseguido identifica-los e atraí-los, ou não conseguimos convencê-los a adotar nossa solução ou não conseguimos retê-los por tempo suficiente para que sejam rentáveis.

Risco Legal/Regulatório

Esse risco poderia ser considerado um risco estrutural, mas como depende, em muitos casos, de definições específicas sobre o modelo de negócios, iremos considera-lo um risco de implementação, mas que pode ser evitado ou minimizado através de validações jurídicas ainda antes do início das operações.

Todos esses riscos são identificáveis durante os processos de estruturação estratégica da startup e também podem ser evitados ou minimizados com o uso das metodologias e ferramentas corretas.

Cuidado redobrado com as questões societárias ao abrir uma startup

Esse também é um risco estrutural, mas identificável somente durante processos reais, com pressão e demandas de trabalho que forçam todos a mostrar ao que vieram.

Muitas ideias nascem dentro de ambientes de experimentação e depois se transferem para o mundo real. Essa transição nem sempre é seguida por todos do time e amarrar uma ideia (que não tem valor intrínseco se não for executada) a pessoas que apenas estavam presentes nessas ocasiões também trazem consequências devastadoras, muitas vezes impedindo a startup de continuar.

Preocupe-se desde cedo com um Acordo de Sócios que deixe clara as atribuições e dedicação de cada um e crie salvaguardas para manter a startup viva caso alguém precise sair no meio do caminho.

Enfim, não pule os processos de preparação da sua startup para o lançamento, avalie corretamente os riscos envolvidos e defina as perdas aceitáveis antes de dar o próximo passo rumo ao desconhecido.