Realização Profissional – O que te move?

Nesse terceiro post tratando do tema da realização profissional, gostaria de lhe perguntar: O que te move?

Pelo que você levanta da cama todo dia de manhã? O que te impulsiona e te motiva? O que você deseja construir? Como você deseja ser lembrado? Qual será seu legado? O que realmente importa para você?

Essa pode ser uma das perguntas mais difíceis de responder, mas ela, com certeza lhe ajudará a responder muitas outras em sua vida. É fato que todos nós, de algum modo, e dentro das possibilidades colocadas, decidimos pelos caminhos que seguimos. Uma boa prova disso é que se eu lhe perguntar se você trocaria sua vida pela vida de qualquer outra pessoa, você não toparia? Ou toparia? Nem do mais belo, do mais rico, do mais famoso e poderoso? Você aceitaria trocar de lugar com essa personalidade e deixar de ser você para ser ela? Nem me passa pela cabeça deixar de ser eu mesmo e viver outra vida que não a minha e, assim é, ouso dizer, para a grande maioria entre nós. Por mais infelizes que estejamos, não desejamos a vida dos outros. Queremos, eventualmente, o lado bom da vida dos outros, com a parte boa da nossa, mas assim fica muito fácil e essa possibilidade não existe. Nos sobra a missão de buscar a felicidade vivendo a nossa própria vida.

Se concordamos com isso, pergunto: É possível ser feliz e realizado (consciente de que a felicidade não é algo perene, nem constante em nossas vidas) sem ter clareza do que nos move? Daquilo que buscamos construir? Ou simplesmente podemos viver um dia após o outro?

Se você clicou no link e abriu esse post e chegou até aqui, com certeza, para você, nesse momento da vida, pensar sobre isso faz sentido. Não creio que seja possível sermos realizados, sem ter clareza daquilo que, em nosso íntimo nos move. Precisamos, em minha opinião, sempre entender os “porquês”  para que as coisas passem a fazer sentido em nossa vida. Como decidir os caminhos a seguir sem que saibamos onde queremos chegar? Saber onde queremos chegar não elimina nem os riscos, nem a aventura da vida, o que é essencial. Podemos, mesmo sabendo onde queremos chegar, em alguns momentos, deixar a “vida nos levar”, mas fazer isso o tempo todo pode nos colocar em situações de difícil solução. Já sabemos que decidir conscientemente é fundamental para chegarmos no ponto de fazermos o que gostamos, ou gostarmos do que fazemos. Mas o que nos ajudará a guiar essas decisões? Nosso propósito, nossa missão e nossa visão de futuro!

Precismos ter um norte, um caminho a seguir, um objetivo de longo prazo para balizar nossas decisões de médio e curto prazos e nos guiar até esse ponto de convergência. Saber o que queremos atingir no longo prazo, não limita nossas possibilidades como pode parecer. Há infinitas combinações de como e o que fazer para chegar a esses objetivos, bem como o tempo que esse caminho levará. Ainda assim, se a cada passo sentimos estar nos aproximando, tudo faz sentido. Os obstáculos e os desafios fazem parte de qualquer trajetória e de qualquer aprendizado e como a vida é um processo e não um ponto de chegada, definir um norte é essencial para que tudo faça sentido.

Novamente, não sou psicologo e trabalho com empreendedorismo, e por isso, me arrisco por aqui: Na minha visão, o primeiro passo para isso é nos despirmos de tudo aquilo que incorporamos em nosso inconsciente e que não veio de nós. O segundo passo é pensar com nossa própria cabeça e então entender o que nos move em nosso íntimo.

Obrigado mais uma vez pela atenção.

Thiago Ribeiro.