Validação do Problema: análise e decisão

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Validação do Problema: análise e decisão

 

“Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.”

J. R. R. Tolkien

 

Um empreendedor, uma pessoa que orienta suas ações para realizar coisas e transformar ideias em realidade, deve ser capaz de decidir, assumir os riscos dessa decisão e estar consciente do trade-off envolvido em suas escolhas.

Ninguém pode decidir o que fazer com as informações que coletamos, organizamos e analisamos, a não ser você. Nesse momento, mais que em nenhum outro, seu instinto e sua visão devem guiar suas escolhas e ajudar você a decidir se recua, para, pivota ou segue adiante com seu projeto.

O máximo que essas metodologias podem fazer é reduzir as incertezas e ajudar você a mensurar os riscos envolvidos na empreitada. Com certeza, uma decisão informada é menos arriscada que uma decisão tomada às cegas, mas nunca há certeza de sucesso. Por isso avalie o quanto você pode perder caso as coisas não saiam como o planejado para garantir que, mesmo no pior cenário, você continuará em pé, e perseverando[1].

O que usar nessas avaliações?

No esforço para validar nossas hipóteses, aprendemos mais sobre o problema, o comportamento de nossos segmentos de clientes ao enfrentar o problema e, em alguns casos, conhecemos soluções alternativas às nossas. Algumas informais, caseiras, mas, eventualmente, soluções disponíveis no mercado e contra as quais teremos de nos posicionar para alcançar o sucesso. Serão essas informações, contrapostas à gravidade da dor e ao potencial de mercado, que podem indicar se há, ou não, uma oportunidade de negócio.

A gravidade da dor

Na visão da Soul Social, será preciso avaliar esse conjunto de variáveis de forma integrada para que possamos ter uma visão sistêmica do problema. Irão influenciar o potencial de escalabilidade do nosso modelo de negócios a gravidade da dor e a urgência do cliente para resolvê-la, mas também o tamanho do mercado existente para uma possível solução.

O tamanho do mercado

Uma boa estimativa do tamanho do mercado poderá ser feita considerando-se as características do segmento mapeado e o percentual de validações conseguidas para o problema. Quanto maior a frequência de resultados positivos nas validações, maiores as chances de estarmos falando de um problema abrangente.

Mas também precisamos estimar seu tamanho em números absolutos e avaliarmos a abrangência geográfica de uma possível solução: Será possível criar uma solução apenas para o mercado local? Cabe uma solução regional? Podemos atuar nacionalmente? Ou desenvolveremos uma empresa com potencial de atender ao mercado global?

A competição e as forças de mercado

O mercado é formado por demandantes e ofertantes e, caso ele não esteja em expansão, teremos de garantir nossa participação tirando clientes de outro competidor. Será preciso avaliar a rivalidade existente entre os competidores atuais, bem como as barreiras à entrada que eles erigiram para se proteger e que podem dificultar que nossa solução atravesse o abismo e alcance o mercado principal. Além disso, precisamos avaliar a existência de produtos substitutos que podem prejudicar nossa expansão futura e mesmo a possibilidade de sermos copiados, caso validemos nosso modelo de negócios.

Quais os preços e margens que poderemos praticar? Quem são nossos principais competidores e qual o modelo de negócios predominante no mercado? Quais os atributos de valor que o cliente utilizou para decidir pela solução atual?

A atratividade e factibilidade técnica de uma nova solução

Um outro ponto relevante é a possibilidade, ou não, de desenvolvermos uma solução cuja proposição de valor nos diferencie das soluções existentes e atenda às expectativas de nossos segmentos de clientes?

Não adianta encontrarmos um problema concreto, real e relevante, num mercado grande e nossa solução depender de uma tecnologia não madura, ou muito à frente do seu tempo, ou muito dispendiosa para ser testada em pequena escala, ou ainda, que dependa de competências muito distantes daquelas dos fundadores da nossa startup.

Quais as chances de sermos bem-sucedidos no desenvolvimento de uma solução atrativa aos clientes com os recursos e competências atualmente disponíveis? Quais os custos para obtermos o que eventualmente nos falta?

As validações iniciais da solução

Agora que você compreendeu o problema e decidiu seguir em frente, chegou a hora de começar a desenvolver uma solução. Antes de sair correndo programando e investindo na primeira ideia que surgir, podemos começar a validar nossa solução ainda em seus conceitos iniciais. Conheça algumas maneiras de fazer isso em nosso próximo post.

Caso você tenha alguma crítica, ideias diferentes que possam complementar nossa visão (que, sem dúvida, é parcial), experiências para compartilhar, ou dúvidas que deseje esclarecer, não deixe de comentar esse post!

 

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[1] Veja nosso post sobre Effectuation